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Precisamos falar sobre a insuficiência renal e transplante

As clínicas de diálise são fundamentais para manter o paciente na melhor condição possível para estar apto a transplantar quando o órgão chegar.

Os primeiros sintomas foram arritmia, cansaço e dores de cabeça. Num segundo momento, a visita ao médico, o diagnóstico com especialista, o tratamento e o transplante, o que para Dayane Guimarães seria apenas o início de uma grande mudança.




Quando a condição dos rins perde a capacidade de realizar suas funções básicas, quer dizer que você está com uma insuficiência renal, que pode ser aguda e requer tratamento intensivo, pode ser reversível ou crônica, quando a perda é lenta, progressiva e irreversível. O importante é ficar atento aos sintomas e procurar o médico. Para Dayane, o corpo sempre fala.

Nascida no interior do Mato Grosso, Dayane, descobriu que seus rins poderiam estar comprometidos, em consulta com o cardiologista. Encaminhada para a Nefrologia, especialidade que faz o diagnóstico e tratamento clínico das doenças do sistema urinário, descobriu a insuficiência renal.




O tratamento foi realizado na cidade de Sinop, a 160 km de Colíder, onde morava. A busca pela sobrevivência não mediu esforços ou impôs qualquer resistência ao tratamento, mas uma coisa foi fundamental para prosseguir: o apoio dos pais. “Eu estava com minha mãe quando soube da diálise e que seria preciso fazer uma fístula ligando uma artéria a uma veia para aumentar a capacidade do fluxo sanguíneo. Bateu a insegurança, mas ver a tristeza nos olhos dela mudou tudo.

Era inesperado, mas era preciso ver o lado bom de tudo que estava acontecendo”, diz ela, o que a ajudou a seguir em frente. Quando optou pelo transplante não imaginava que seria necessário mudar de Estado para entrar na fila do órgão. O serviço não estava disponível no Mato Grosso.


Ela deixou Colíder e foi em busca do transplante, em Joinville, Santa Catarina. Sem saber que a Covid-19 seria mais um desafio que precisaria enfrentar. Ali, em companhia da prima, deu prosseguimento à hemodiálise, que não parou por conta da pandemia ou isolamento, venceu mais este desafio, enquanto vários de seus novos amigos partiram por conta da infecção.


O transplante aconteceu, quando o contágio diminuiu, com a vacinação. Dayane tem consciência, que é preciso ter disciplina. Transplantada, tem consciência de que o medo paralisa as pessoas e que é preciso olhar o lado bom das coisas.


Há riscos no transplante? Sim, diz ela, mas cada organismo responde de uma forma. Ela precisa tomar medicamentos imunossupressores pelo resto da vida para evitar a rejeição do novo órgão. A letalidade da doença do coronavírus, em pessoas que receberam transplante, está em torno de 20%, de acordo com a Sociedade Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). A vacinação do grupo é muito importante. O Brasil possui, aproximadamente, 80 mil transplantados em regime de imunossupressão.


A médica nefrologista Lizia Caldeiras explica que enquanto o rim não chega, a missão da clínica é deixar o paciente com a melhor condição de saúde possível. "Importante oferecer ao paciente o que há de melhor em tecnologias, produtos e insumos para hemodiálise. Um tratamento diferenciado é fundamental. Porque ele precisa estar bem e pronto, quando o órgão estiver disponível", destaca. De acordo com a médica, cada paciente renal é submetido a uma avaliação individual para saber se pode ou não tentar fazer um transplante. “São candidatos ao procedimento pessoas com até 75 anos, sem câncer em atividade há pelo menos 5 anos, sem doença coronariana não tratada, que não sejam portadores de imunodepressão e sem insuficiência cardíaca grave", explica a médica nefrologista.


E depois que o transplante chega, o que fazer daqui para a frente? Continuar acreditando, diz Dayane. “A motivação fortalece. Eu consegui o órgão, mas o sonho se tornou possível porque alguém teve compaixão pelo seu próximo. Meu maior desejo? Que as pessoas tenham mais consciência sobre a importância de doar um órgão e que revisem o conceito sobre não doar. E valorizem a clínica de diálise que nos mantém vivos até que a sonhada hora chegue".



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